InícioPolítica“O executivo PS concentrou-se demasiado em questões estéreis”

“O executivo PS concentrou-se demasiado em questões estéreis”

(c) Filipe Pinto/JF

(c) Filipe Pinto/JF

Tem 41 anos, é natural do Tortosendo e o candidato do PSD às próximas eleições autárquicas. Marco Baptista diz que concorre para ganhar e tece duras críticas à gestão autárquica do PS nos últimos quatro anos

 

JORNAL DO FUNDÃO – Foi criado na semana passada um movimento de apoio que pede o regresso de Carlos Pinto, antigo autarca do PSD, como candidato independente. Que comentário lhe merece?

MARCO BAPTISTA – Sobre essa matéria quero dizer que o candidato do PSD está escolhido e sou eu. Relativamente a Carlos Pinto apraz-me dizer que foi o melhor presidente da Câmara da Covilhã do nosso tempo democrático. Quanto à questão que coloca, não vou adiantar mais nada porque não conheço, não sei nada do que se está a passar. Estou focado na minha candidatura e em ser presidente da Câmara da Covilhã, em fazer uma campanha ativa e com novas ideias de modo a que possamos devolver à Covilhã e aos covilhanenses a dignidade municipal.

De facto ainda não há nada em concreto, apenas se conhece que há movimentações no sentido de promover o regresso do antigo autarca. Diz que a questão não o preocupa, mas não o preocupa que haja militantes do PSD neste movimento?
Quanto a essa questão já disse que não conheço e não comento. Todo o ruído que está a ser gerado não passa disso mesmo: ruído. Só estou focado em derrotar o PS que tem levado a Covilhã para o marasmo e o abismo.

E que comentário lhe merecem as críticas que o Carlos Pinto lhe fez enquanto candidato?
Na vida e na política temos de estar habituados às criticas e encaro-as de forma natural e normal. Não me preocupa esse tipo de questões.

E o facto destas divergências no seio do PSD poderem beneficiar por exemplo a candidatura de outro candidato de direita, neste caso do CDS/PP, Adolfo Mesquita Nunes?
Não me preocupa nada os outros. Cada um assumiu a sua candidatura. São candidaturas que podem elevar a discussão política na Covilhã e ajudar a derrotar o executivo socialista.

Quais são as suas expectativas para as próximas eleições, tendo em conta que se pode repetir o cenário de há quatro anos com o PSD dividido?
O que posso dizer é que o partido está unido. Exemplo disso foi quando a Comissão Política Concelhia decidiu convidar todos os ex-militantes expulsos há quatro anos a regressarem. Houve alguns que já o fizeram. Neste momento estamos todos unidos para podermos ganhar as próximas eleições autárquicas. Para mim não há lugar para mais nenhuma candidatura nesta área política e penso que isso não vai acontecer. Quanto à questão Carlos Pinto gostaria de ter o apoio dele num futuro próximo e penso que isso é possível.

Leia toda a entrevista na edição impressa.

Romão Vieira e Luís Nave