InícioPolíticaDemocratizar, desenvolver e evoluir é o desejo da CDU

Democratizar, desenvolver e evoluir é o desejo da CDU

Democratizar, desenvolver e evoluir. É este o lema da CDU na Covilhã, que apresentou oficialmente na tarde desta quarta-feira os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal, Mónica Ramôa e Reis Silva.

A cerimónia realizou-se nas Portas do Sol, zona emblemática do centro histórica da Covilhã, perante uma centena de pessoas. Mónica Ramôa começou por traçar um cenário nada animador da situação demográfica do concelho, dando destaque a facto de “se morrer o dobro do que se nasce”, sublinhando que segundo dados de 2015 na Covilhã há 218 idosos por cada 100 jovens.

Criticando os anteriores executivos da Câmara por terem deixado de apostar no ambiente, na cultura e no desporto, acusou-os ainda de nada fazerem perante e perda de empresas e de postos de trabalho entre 2009 e 2015.

Ao mesmo tempo, prometeu uma CDU a lutar pelas populações, recordando a questão dos transportes públicos: “A CDU tem provas dadas no trabalho autárquico neste município, tendo estado sempre ao lado das aspirações e luta das populações, como é o caso do preço dos transportes públicos que devido à luta que a CDU travou, foi possível uma segunda ronda de negociações, o que permitiu uma melhoria na proposta final dos preços.”

Pugnando por um concelho mais justo, democrático, rigoroso e transparente, a CDU assenta o seu projeto para os próximos quatro anos em três patamares.

Primeiro “democratizar”. “Restituir às populações o acesso aos serviços públicos de qualidade. O acesso à educação, à saúde, à cultura, à proteção social, à habitação e à mobilidade; re-municipalizar a água; introduzir ética, inclusão e igualdade de género em toda a atividade do município. Defender uma gestão autárquica democrática e por isso, participada, transparente, íntegra, partilhada e de responsabilidade social.”

Em segundo lugar, “desenvolver”. “Há que criar condições de desenvolvimento sustentável e de captação de investimento (isto só é possível com notoriedade, tangibilidade e coesão). Lutar por um turismo sustentável, todo o ano; desenvolver o urbanismo sustentável e de acordo com a Nova Agenda Urbana (da ONU); potenciar a instalação de novas indústrias e promover as que já cá estão instaladas. Salvaguardar a agricultura familiar, o património natural e o ambiente como forma de capacitação e de criação de cultura identitária.”

Por fim, “evoluir”. “Promover a cultura, a arte, o desporto, o ensino e a ciência. Estas áreas serão assumidas como um verdadeiro investimento. Só assim será possível, ao nosso concelho, evoluir e ser fecundo de futuros.”