InícioPolíticaCDS-PP abre “guerra” ao PSD no distrito da Guarda

CDS-PP abre “guerra” ao PSD no distrito da Guarda

A Comissão Política Distrital da Guarda do CDS-PP anunciou esta terça-feira que nas eleições autárquicas deste ano não vai integrar coligações com o PSD no distrito e que irá concorrer em todos os concelhos.

O partido informa, em comunicado, que “deliberou não aceitar integrar qualquer coligação com o PSD no distrito da Guarda” e que tal decisão “prende-se com a defesa estratégica do partido”.

Segundo a nota, “para que se pudessem renovar/celebrar coligações com o PSD no distrito” da Guarda era necessário que pela parte do PSD fossem cumpridas duas condições fundamentais: “que houvesse respeito institucional pelo CDS” e “que fossem considerados os resultados eleitorais autárquicos de 2013, mormente na definição da liderança das coligações”.

“Ora, nem a primeira nem a segunda foram cumpridas pelo PSD da Guarda, inviabilizando, conscientemente, a possibilidade de qualquer tipo de entendimento eleitoral para as próximas eleições autárquicas com o CDS, no distrito da Guarda”, justifica a estrutura distrital liderada por Henrique Monteiro.

O partido exemplifica com o caso do concelho de Mêda onde, em 2013, o CDS-PP elegeu dois vereadores e o PSD elegeu apenas um, pelo que, em seu entender, “caberia ao CDS liderar ali a coligação, mas o PSD não aceitou”.

“Além de não aceitar a liderança do CDS no concelho da Mêda, o PSD demonstrou, ainda, um total desrespeito institucional pelo CDS, chegando ao ponto de querer impor nomes em representação do CDS”, esclarece.

Para o partido, “a única conclusão que é possível retirar da forma como decorreu o processo de entendimento para as autárquicas de 2017 é a de que a distrital da Guarda do PSD não respeitou a aritmética dos resultados de 2013 e fez tábua rasa da ética entre partidos”.

Assim, o CDS esclarece que concorrerá às eleições autárquicas “em todos os concelhos” do distrito, “abrindo as suas listas a independentes e a todos quantos queiram defender o progresso e o bem comum das suas gentes e localidades”.

Contudo, “para que não haja equívocos”, a distrital do partido assegura na nota que continuará, “como sempre o fez, a cumprir os compromissos assumidos em todas as coligações estabelecidas em 2013 com o PSD”, no distrito, “até ao final dos respetivos mandatos, mantendo uma atitude de total lealdade para com o parceiro de coligação”.