InícioPolíticaCarlos Pinto quer a Covilhã a liderar novamente a região

Carlos Pinto quer a Covilhã a liderar novamente a região

É com base em seis pilares fundamentais que Carlos Pinto assenta a estrutura da sua candidatura independente “De novo Covilhã” à Câmara Municipal, apresentada este sábado na Praça do Município, junto à igreja da Misericórdia. Num discurso inflamado de 45 minutos e presenciado por cerca de mil pessoas, o antigo autarca prometeu resgatar a Covilhã como a “cidade das oportunidades” e recuperar a liderança regional.

Carlos Pinto começou com muitas críticas ao atual executivo, afirmando que já não existe a Covilhã que ele deixou em 2013. “Destruíram o espírito de iniciativa, deixaram degradar muito do que foi feito e perderam os projetos que estavam em curso”, sintetizou, pedindo depois aos covilhanenses que o acompanhem no “sonho de voltar a pôr a Covilhã como a mais cuidada, a mais bela, a mais próspera cidade e concelho do interior do país. A mais cosmopolita, moderna e desenvolvida cidade próxima da fronteira com a Europa. Vamos recriar o orgulho da cidade e das suas freguesias, de Verdelhos a S. Jorge da Beira, de Unhais da Serra a esta Praça do Município.”

Enquanto reforçava o mau desempenho da Câmara socialista, o candidato foi abordando os tais seis pilares. O primeiro é a “captação de investimento e criação de emprego”, desenvolvendo o turismo e a área das novas tecnologias, prometendo um “novo campus tecnológico junto ao Data Center”.

Em segundo lugar, Carlos Pinto vai “combater a degradação dos equipamentos coletivos”, pondo o espaço público a funcionar e florindo a cidade e as freguesias.

A terceira meta é fazer da cidade “um pólo de animação cultural em permanência. São as famílias que o merecem e a atração turística que o justifica”.

A administração municipal e os respetivos funcionários da autarquia são a quarta preocupação. “Vai acabar o tempo da marginalização de funcionários de carreira para inundarem os gabinetes pelo critério do amiguismo, do cartão partidário, como razão para passar à frente de funcionários de carreira com provas prestadas”.

O quinto objetivo é “reequilibrar a cidade entre a vivência e dinâmica da nova zona sul e o casco histórico. No próximo mandato não o queremos fazer por menos: nem um metro quadrado de espaço comercial ou habitacional desocupado.”

O sexto pilar é a área social. “O mais importante, não vai faltar nada, mas mesmo nada para os apoios sociais. Vamos colocar no centro da despesa na área social, os mais velhos, os mais novos e as famílias. Não haverá no próximo mandato, como não houve enquanto estive na Câmara, um só covilhanense que precise de comer e não tenha uma refeição numa cantina municipal ou num centro de assistência social; não houve e não haverá família a quem vicissitudes inesperadas impeçam de pagar a renda de casa social e seja despejada…”

Carlos Pinto prometeu ainda uma Covilhã a recuperar o papel de liderança na região e não “a perder a sede de organismos como o Turismo ou a Comunidade Intermunicipal”. E também não quer desperdiçar obras tão importantes” como a barragem que já estava aprovada e financiada”.

Mesmo no final disse que espera muitos ataques pessoais, aos quais não vai responder. “Quero que saibam que me fizeram de granito na alma e de determinação na ação.”