InícioPolíticaAdolfo Mesquita Nunes está na Covilhã “para ganhar”

Adolfo Mesquita Nunes está na Covilhã “para ganhar”

Adolfo Mesquita Nunes, a aposta do CDS-PP na corrida à Câmara Municipal da Covilhã, fez esta sexta-feira a apresentação oficial da candidatura, num jantar ao ar livre que reuniu algumas centenas de pessoas e que contou com a presença da líder do partido, Assunção Cristas.

A presidente dos populares reiterou, mais uma vez, toda a confiança no colega de partido, acreditando que pode conquistar a Câmara covilhanense.

Outra presença notada na apresentação foi a de Pedro Farromba, que foi candidato independente nas últimas eleições autárquicas. Esteve mesmo no palco a discursar, confirmando que apoia publicamente Adolfo Mesquita Nunes.

Na sua intervenção, Adolfo Mesquita Nunes foi dando alfinetadas políticas, misturadas com ideias e projetos que tem para o concelho.

“Obrigado a todos por me ajudarem a demonstrar que os votos na Covilhã não têm dono, que não têm medo da chantagem dos prepotentes, que vale a pena fazer uma campanha limpa, sem dizer mal de ninguém. A ‘Nova Energia’ cresce todos os dias, cresce com novas pessoas, com novas ideias, com novo otimismo”, começou por dizer o candidato.

“Candidato-me porque quero que vejam a Covilhã como eu a vejo, todo o potencial que existe nestas pessoas, nesta terra, e nesta região. Uma Covilhã liderante, com capacidade de atrair investimento e emprego; empreendedora, capaz de ser um centro de vanguarda europeu nas áreas da saúde, engenharias e mobilidade, em colaboração com a Universidade; um destino turístico, capaz de ser uma das capitais europeias da arte urbana e a porta de entrada para o turismo, numa serra fantástica, durante 365 dias por ano; uma cidade na vanguarda da produção cultural do interior do país, da criatividade. O Interior não é uma fatalidade, é uma oportunidade. Esta é a energia que existe neste concelho, esta é a razão pela qual me candidato a presidente de Câmara. E candidato-me para ganhar”, garante Adolfo Mesquita Nunes.

Acabar “com a decadência, com uma gestão sem rasgo, sem imaginação, sem novas ideias”, pôr fim a “projetos baseados no passado, baseados nas obras públicas, na distribuição de verbas por agremiações, na distribuição de empregos municipais” e afastar de vez “os presidentes de Câmara que se acham donos e senhores da cidade” são alguns dos objetivos do CDS-PP.

“Propomos uma liderança nova. Uma equipa nova. E ideias novas. Candidato-me a presidente da Câmara porque nada tenho que ver com os erros do passado, com as guerras do passado, com as intrigas do passado. Não devo favores a ninguém, não preciso de pagar favores a ninguém, não procuro vingar-me nem defender um mandato. Eu não tenho amigos na Câmara nem tenho amigos para levar para a Câmara. Eu não tenho negócios na cidade nem quero fazer negócios na cidade. Eu não preciso deste lugar para me promover nem para crescer ou para me entreter. Estou aqui livre, absolutamente livre. E muito empenhado em fazer uma mudança”, afirma o candidato, anunciando desde logo que com ele haverá mulheres na política covilhanense.

Quanto a projetos, quer “transformar o parque da Goldra num verdadeiro parque da cidade, atravessado por um corredor verde que comece na serra, passe por toda a cidade e termine no parque da Boidobra”; transformar o centro histórico “num bairro das artes e criar, de facto, e de uma vez, o primeiro museu de arte urbana ao livre do país, um dos maiores do mundo”; criar uma Oficina Social, em parceria com as IPSS que tenham Serviço de Apoio Domiciliário, “para realizar pequenas reparações em habitações de munícipes idosos e/ou em situação de dependência temporária ou permanente”.

Outras ideias anunciadas é lançar a “COVIAPP” (“Covilhã Smart City”) uma aplicação mobile e uma evolução do atual “site”, onde concentraremos os serviços online, a comunicação e o turismo; criar uma Bolsa Social para Creches, primeiro com um projeto piloto, depois alargando até cobrir todo o concelho; criar uma rede de percursos de caminhada, de ciclismo, de corrida, de BTT e de turismo por todo o concelho.

Por fim, Adolfo Mesquita Nunes promete uma campanha com ideias, com propostas positivas, com otimismo e com boa disposição, e ao mesmo tempo sem falar de adversários, sem blogues anónimos, sem perfis falsos e sem intrigas.

Quer ganhar, mas se isso não acontecer, garante que vai “assumir as funções de vereador da oposição”, sem se coligar seja com quem for. E garantiu ainda que se não ganhar agora, não será candidato em 2021.