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Traficantes de cocaína já estão a ser julgados

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O TRIBUNAL da Comarca de Castelo Branco começou a julgar na quinta-feira, dia 16, um processo relacionado com tráfico de droga envolvendo oito arguidos, com residências na Covilhã e no Fundão. Segundo o despacho de acusação a que o JF teve acesso, os arguidos, três mulheres e quatro homens, com idades compreendidas entre os 29 e os 38 anos deslocavam-se a Ciudad Rodrigo, em Espanha, onde adquiriram heroína e cocaína a um casal.

Três dos detidos dedicavam-se à venda de estupefacientes, nomeadamente heroína e cocaína desde, pelo menos, o ano de 2011.

A operação de compra passou a ser conduzida desde 2013 por uma das arguidas auxiliada por outro dos detidos, a partir da sua residência no Tortosendo. Dois anos depois, mais dois jovens, que residiam no estrangeiro, passaram a auxiliar a “coordendora da rede”, com nome P.S. Segundo a acusação, era esta que dava as indicações para os restantes elementos se abastecerem de estupefacientes, prepararem as doses individuais, de cerca de 0,10 a 0,20 gramas cada, e posteriormente distribuírem, em regra a troco de dinheiro, por diversos consumidores da zona do Fundão e da Covilhã. A venda da droga comprada em Espanha era efectuada essencialmente na residência da P.S., mas ainda através de entregas de estupefacientes na cidade da Covilhã, em Caria, nos Três Povos, no Fundão, entre outras localidades.

As vendas de heroína e cocaína eram, habitualmente, precedidas de contactos telefónicos através dos quais os consumidores se informavam se havia estupefaciente para venda, comunicavam a quantidade que pretendiam comprar e combinavam o local e hora onde se encontravam para efectuarem tal compra.

A arguida P.S. controlava as operações, mesmo a partir do hospital quando esteve internada com uma infeção pulmonar. Para isso recorria a dois dos arguidos, incumbindo-os de procederem à venda dos estupefacientes que os consumidores lhes iam solicitando, distribuir pacotes de heroína aos demais arguidos e entregar-lhe o dinheiro resultante da venda. A actividade da venda de cocaína e heroína era feita a partir de uma pensão na Covilhã e uma habitação no Teixoso.

A mudança de local de venda de droga alternava entre cafés, pensões ou as habitações dos arguidos.

Durante a detenção dos jovens, as autoridades policiais apreenderam vários elementos relacionados com tráfico de droga na posse dos agora arguidos, como balanças digitais, sacos de plástico de cores diferentes de fecho hermético, telemóveis, uma arma proibida, entre outros.

O julgamento deste caso é feito por um coletivo de Juízes no Tribunal da Comarca de Castelo Branco, sob apertadas medidas de segurança.

Célia Domingues