InícioPolíciaPedro Dias passa de suspeito a acusado de vários crimes

Pedro Dias passa de suspeito a acusado de vários crimes

(c) Miguel Pereira da Silva/Global Imagens

O Ministério Público da Guarda deduziu acusação contra Pedro Dias pela prática de dois crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada e três crimes de sequestro.

O arguido suspeito da prática dos crimes de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, foi ainda acusado de crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas, lê-se num comunicado publicado no sítio de internet da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.

Segundo a fonte, o inquérito teve início em 11 de outubro de 2016, na sequência dos homicídios de um militar da GNR e de um cidadão residente em Trancoso, e das tentativas de homicídio de um outro militar da GNR e de uma cidadã também de Trancoso, sendo que estas duas vítimas e uma outra pessoa de Arouca foram ainda sujeitas a sequestro.

“Atenta a natureza urgente desse processo, foi extraída certidão para instauração de inquérito autónomo relativamente a factos praticados contra uma cidadã residente em Trancoso, a fim de permitir o concreto apuramento das consequências das graves lesões que lhe foram infligidas”, refere a nota.

Acrescenta que “serão, igualmente, objeto de investigação autónoma vários outros atos delituosos, sobretudo de intrusão e de apropriação indevida, que o arguido terá cometido durante o período em que andou a monte”.

O Ministério Público diz que foi ainda extraída certidão para procedimento criminal contra uma cidadã residente em Arouca, por crime de favorecimento pessoal em benefício do arguido Pedro Dias.

A investigação dirigida pelo Ministério Público foi executada pela Polícia Judiciária da Guarda.

A fonte refere que por se verificar perigo de fuga, perigo para a conservação e veracidade da prova, perigo de continuação da atividade criminosa e perigo de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas, o Ministério Público requereu que o arguido continuasse em prisão preventiva, medida à qual se encontra sujeito desde 8 de novembro de 2016. Está na cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.