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4 Jan 2012,
14:59h Espectáculo. Dia 6 de Janeiro, às 21 e 30
Novo projecto musical chega amanhã à Moagem
Novo projecto tem como ponto de partida temas originais de José Reis Fontão, a que se juntam cinco professores da Academia de Música
A ARTE e o engenho estão garantidos no projecto musical que chega sexta-feira à noite à Moagem. As letras e melodias têm a marca da criatividade de José Reis Fontão, fundador dos “Pedra D’Hera” e o talento de cinco professores da Academia de Música e Dança do Fundão, entre os quais Carlos Branco, companheiro de sempre nos projectos de José Reis Fontão. A expectativa é grande.
O “Desconcerto do Mundo”, assim se designa o projecto, mobiliza seis músicos que prometem dar o melhor de si para que a noite possa ser memorável. O concerto surge integrado nas comemorações dos quinze anos da Academia de Música e Dança, que, nesse contexto (15 anos/15 actos), quer proporcionar à cidade do Fundão um 2012 excepcional em termos musicais.
O “Acto 1 (1997/1998) Concerto de Ano Novo terá no alinhamento uma dúzia de músicas. O primeiro palco é a cidade do Fundão. Depois, logo se vê! A poucos dias do espectáculo, ultimam-se os preparativos. A tarefa não é fácil. Todos os elementos têm ocupações profissionais intensas e agendas mais do que preenchidas. O tempo urge e há que conjugar a escassa disponibilidade de tempo com os ensaios.
Um deles aconteceu na segunda-feira, ao final do dia , no auditório da Academia e o JF passou por lá. O ambiente é de alegria e de emoções à flor da pele. Trauteiam-se melodias e afinam-se sonoridades. Uma e outra vez.Tantas quantas forem necessárias, porque o rigor assim o exige. Na noite do concerto, o palco estará por conta de meia dúzia de músicos. O desafio tem a dimensão do sonho: partilhar com o público cerca de uma dúzia de temas originais de José Reis Fontão.“Uns com mais anos que outros, mas todos sempre actuais”, sublinha Carlos Branco, que assina boa parte dos arranjos e a quem se deve esta ideia de construir um espectáculo (mais um) a partir do talento de José Reis Fontão. A ideia estava em embrião há já algum tempo, mas só agora foi possível concretizá-la. “Temos, finalmente, condições para avançar com a concretização do projecto e vamos aproveitar” disse ao JF , Pedro Rufino, professor de guitarra, na Academia de Música. O espectáculo está montado e sobe ao palco já amanhã. Se puder, não perca a oportunidade de conhecer este novo projecto!
Cinco professores dão música
O ESPECTÁCULO da próxima sexta-feira, 6 de Janeiro, reunirá no palco José Reis Fontão, (voz e guitarra), Carlos Branco (contrabaixo), Pedro Rufino (guitarra), Dário Cunha (piano), Rui Sousa (flauta transversal) e Duarte Silva (percussão). São meia dúzia de músicos que, graças a uma feliz coincidência e à iniciativa de Carlos Branco, se juntaram num projecto que reúne todas as condições para ser um grande espectáculo. Os músicos envolvidos no projecto têm vidas profissionais absorventes, sacrificaram a vida pessoal e montaram o espectáculo.“ Este desafio está a revelar-se muito interessante”, disse ao JF Pedro Rufino, professor de guitarra na Academia de Música do Fundão, sublinhando que, de certa forma, este projecto não pode ser dissociado da Academia de Música e dos quinze anos da instituição. “O Desconcerto do Mundo” apresenta-se ao público, na cidade do Fundão, mas poderá, não ficar por aqui.
Actividade cultural relevante
NÃO sendo da iniciativa da Academia de Música do Fundão, a montagem deste espectáculo acaba por ser importante para a instituição fundanense. “A Academia já desempenha um papel cultural de relevo, garantindo alguma criação musical com uma certa regularidade”, recorda Pedro Rufino, sublinhando que, ao longo dos anos, a Academia fundanense já produziu vários CDs. Entre eles destacam-se o “Schiu Pouco Barulho”, com letras e músicas de José Reis Fontão e que envolveu dezenas de crianças do primeiro ciclo (também neste caso, a iniciativa de Carlos Branco foi decisiva para a “ Piano e Companhia” e, mais recentemente, o CD gravado pela Orquestra de Guitarras, dirigida por Pedro Rufino.
(Leia toda a reportagem na edição semanal)
Por:
Lúcia Reis
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