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22 Jul 2011,
17:59h
Míldio ataca vinhas da Beira – c/som
Cerca de 80 por cento da produção de vinhos da Beira está comprometida. Em causa o efeito das trovoadas da última Primavera que trouxeram várias doenças. “Os grandes ataques de míldio e oídio difíceis de controlar, vão contribuir para uma quebra na produção que deve rondar os 80 por cento”, revelou à Rádio JF Albertino Nunes, presidente da Adega Cooperativa do Fundão.
“A generalidade das vinhas” da área de abrangência da Adega Cooperativa do Fundão está a ser afectada pelos efeitos do míldio e do oídio na produção. Os pomares apresentam uvas “completamente secas”. As videiras mantêm a rama, mas não há uvas,” revelou Albertino Nunes sobre um problema que se estende a concelhos como Castelo Branco e Proença-a-Nova.
Albertino Nunes estima que na Adega Cooperativa do Fundão a laboração de uvas baixe dos “ 3.400.000 milhões de quilos para menos de um milhão de quilos de uva”. E quanto a eventuais seguros Albertino Nunes explica que só “uma eventual subscrição do fundo de calamidade”, poderia valer aos produtores.
Sem fundo de calamidade e com as dificuldades económicas que o país atravessa, Albertino Nunes está “descrente quanto a eventuais apoios” do Ministério da Agricultura. Embora a Adega Cooperativa disponha de um “considerável stock”, Albertino Nunes lembra que “a curto prazo esse vinho vai fazer-nos falta”, conclui.
Por:
Dulce Gabriel
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