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10 Set 2010,
18:18h Cinema Gardunha
CMF vai recorrer - c/som
A Câmara Municipal do Fundão (CMF) vai recorrer da decisão do Tribunal do Fundão que, esta semana, declarou a caducidade da declaração de Utilidade Pública do Cinema Gardunha. A caducidade tinha sido pedida pelos herdeiros Umbelina Solipa e José Pais e implica o fim do processo de expropriação iniciado pelo Município do Fundão. Na reunião pública do executivo o presidente da CMF, Manuel Frexes, lamentou que a decisão aconteça numa altura em que "estavam garantidos financiamentos" para uma recuperação que pode custar cerca de 5 milhões de euros. O autarca reafirmou o interesse do Município na reabertura do Cinema Gardunha mas admitiu que sem a garantia de apoios financeiros (pois os fundos comunitários terminam em 2013) a autarquia não tem condições, por si só, para concretizar o investimento.
Manuel Frexes lamentou a posição dos herdeiros do Cinema e admitiu adoptar outros mecanismos que “obriguem” os donos do edifício a conservar o Cinema que se mantém em adiantado estado de degradação. A caducidade da declaração de utilidade pública do Cinema Gardunha motivou uma análise por parte do vereador da oposição na CMF, António Leal Salvado. O autarca eleito pelo PS afirmou na reunião do executivo que a decisão do tribunal “está muito bem fundamentada” e lembrou que a “ CMF teve um ano para promover o acto de expropriação do imóvel”, mesmo estando em curso outros procedimentos judiciais.
António Leal Salvado diria até que “está na hora de o município voltar à mesa das negociações com os herdeiros e discutir com eles outra estratégia de resolução de um diferendo” que nas palavras do vereador do PS está nos valores a pagar pela aquisição do Cinema Gardunha.
Manuel Frexes está disponível para estudar novas formas de abordagem da matéria mas acrescenta que “pedir a renovação da Utilidade Pública e interpor novas acções de expropriação” pode não acrescentar muito à resolução do assunto.
Recorde-se que a CMF “ofereceu” 800 mil euros pelo Cinema Gardunha, mas o valor da avaliação não agrada aos proprietários que exigem cerca de 1 milhão e 350 mil euros. A intervenção no Cinema motivou a elaboração de um projecto de arquitectura e a inclusão da obra no conjunto das candidaturas da Comunidade Urbana das Beiras ao QREN.
Por:
Dulce Gabriel
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