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5 Mai 2010,
08:45h
Trabalhadores da Resistrela cumpriram dia de greve - c/som
Na origem do protesto está o descontentamento dos cerca de 40 funcionários da empresa face “às injustiças” que a ausência de uma regularização das carreiras tem trazido
“Foi uma greve tranquila sem exaltações mas com muita determinação”, por parte de 80% dos trabalhadores que aderiram ao protesto, afirmou à Rádio JF José Alberto Batista do STAL- Sindicato dos trabalhadores da Administração Local, horas antes de chegar ao fim uma paralisação de 24 horas e que decorreu durante toda a última terça-feira. Uma greve que deixou à porta da central de tratamento e triagem de lixos da Cova da Beira, “todos os camiões que a pedido do piquete de greve não entraram na Resistrela”. Muito embora a GNR tenha passado pelo local, “não se registaram incidentes”, na greve que afectou “todo o sector operativo” da Central de Compostagem da Cova da Beira. Na origem do protesto está o descontentamento dos cerca de 40 funcionários da empresa face “às injustiças” que a ausência de uma regularização das carreiras tem trazido. Paulo Canário, dirigente sindical explica que na prática há categorias profissionais que foram extintas há cerca de quatro anos, mas que continuam a figurar na designação salarial e dá o exemplo “dos operadores de triagem que continuam a ser serventes”. Além disso, o sindicalista esclarece ainda que “há novos trabalhadores a entrar na empresa a receberem o mesmo salário de quem cá está há sete anos”. “ A regularização é um argumento para a existência de aumentos salariais, quando a orientação do Ministério das Finanças para as empresas de capitais públicos prevê que não sejam onerados os custos em 2010”, afirma Carlos Pais, administrador delegado da Resistrela. E muito embora a administração das Águas de Portugal, esteja a negociar um contrato colectivo que será ministrado em todas as empresas do grupo, José Alberto Batista vai avisando que “os trabalhadores da Resistrela, não podem continuar eternamente à espera da resolução de problemas locais que não estão contemplados na proposta negocial que alegadamente está a ser analisada pela administração das Águas de Portugal e parceiros sociais, acrescentou o dirigente do STAL.
Por:
Dulce Gabriel
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