InícioFundãoNasce uma nova fábrica de confeções no Fundão

Nasce uma nova fábrica de confeções no Fundão

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COMEÇA a laborar dentro em breve uma nova empresa de confeções que foi criada já este ano e que fica localizada na Zona Industrial do Fundão. Denominada Gardutextil, esta empresa já está a formar as operárias e, na primeira fase, criará 12 postos de trabalho diretos, número que deve crescer para os 18 ou até mais. O investimento previsto ronda os 45 mil euros, conforme adiantou Vítor Hugo Costa, que está levar a cabo este projeto.

Segundo referiu, a ideia de avançar com uma nova fábrica surgiu no último ano, quando exercia funções numa empresa na zona de Viseu. Nessa altura, e confrontado com a falta de massa produtiva que permitisse intensificar as linhas produtivas da fábrica em questão, Vítor Hugo Costa começou por iniciar contactos que visavam a deslocalização para o Fundão, mas esse plano acabou por não se concretizar. Perante isso, o empresário que está radicado no Fundão há 18 anos acabou por avançar com um investimento próprio que, para já, deverá apostar na produção têxtil para outras empresas da região.

Escola de Costureiras para qualificar mais trabalhadores

Pormenores que Vítor Hugo Costa deu a conhecer numa cerimónia realizada dia 22 nas instalações da fábrica e durante a qual a Câmara do Fundão também assinou um protocolo de colaboração com o Modatex – Centro de Formação Profissional da indústria Têxtil Vestuário, Confeção e Lanifícios. Entre outros aspetos esta parceria permitirá concretizar o projeto “Escola de Costureiras” que deverá formar e qualificar atuais e novos trabalhadores do setor têxtil.

“Por um lado, os trabalhadores que já estão no setor poderão aumentar a sua formação e reciclar conhecimentos e, por outro lado, poderemos requalificar desempregados para que depois possam ser absorvidos por empresas têxteis”, explicou Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal, entidade que está a dinamizar este projeto que também conta com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Segundo o autarca, esta “Escola de Costureiras” dará resposta às empresas já existentes e cujas necessidades de desenvolvimento e inovação são cada vez mais crescentes, afirmando-se, simultaneamente, com um fator de atração de novos investimentos.

“Não queremos que uma empresa deixe de crescer ou outra deixe de se fixar aqui porque não há trabalhadores qualificados. Queremos evitar esse cenário e criar aqui uma espécie de viveiro de mão-de-obra qualificada, dando também novas oportunidades de vida às pessoas”, frisou, especificando que haverá uma permanente articulação com as empresas, podendo a formação ser realizada nas próprias fábricas.
Refira-se, contudo, que Formalmente a “Escola de Costureiras” ficará integrada no Centro de Formação Avançada, espaço projetado para ocupar uma parte da antiga ERES e que será inaugurado em março com vista à criação de soluções formativas adequadas às necessidades das empresas dos setores da metalomecânica de precisão, tecnologias de informação, têxtil, agroalimentar e turismo.

Catarina Canotilho