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Fundão reclama mais camas de cuidados continuados

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O provedor da Misericórdia do Fundão e o presidente da Câmara do Fundão voltaram esta sexta-feira a reivindicar a aprovação de mais camas de cuidados continuados para o concelho, lembrando que o processo se arrasta há anos.

“Estamos a trabalhar concertadamente com o município e com o Centro Hospitalar da Cova da Beira no sentido de conseguirmos garantir aquilo que achamos que é uma necessidade concreta e reconhecida das populações da Beira Interior, que é esta necessidade de termos mais camas de cuidados continuados”, afirmou o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF), Jorge Gaspar.

Este responsável abordou o tema durante o congresso de encerramento das comemorações dos 500 anos da SCMF, cerimónia em que o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, também esteve presente e durante a qual subscreveu a reivindicação.

“Eu espero mesmo que essa situação se resolva e que, de uma vez por todas, seja aprovado o aumento da valência dos cuidados continuados”, disse Paulo Fernandes.

Lembrando que atualmente entre os concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão há apenas as 20 camas de cuidados continuados que estão protocolizadas com a SCMF, estes responsáveis sublinharam que tal “é manifestamente insuficiente” e reiteraram que é “urgente” a aprovação do projeto que está delineado e que visa um aumento para as 50 camas: 30 de média duração e 20 de longa duração.

Para o efeito, foi já estabelecido um protocolo tripartido que engloba a autarquia, a misericórdia e o centro hospitalar e que prevê a instalação da Unidade de Cuidados Continuados no edifício do antigo Hospital do Fundão e respetivo reforço do número de camas, mas que continua à espera de luz verde da tutela.

“Não obstante o reconhecimento do problema e de todas as nossas insistências, a verdade é que não nos dão resposta”, lamentou Jorge Gaspar.

Paulo Fernandes classificou mesmo esta questão como “um problema de política de saúde”, que vai para além dos partidos e para além dos sucessivos governos, já que a necessidade está “bem expressa” há mais de uma década.

O autarca explicou ainda que foi pedida uma nova audiência à Administração Regional de Saúde do Centro, bem como ao secretário de Estado da Saúde no sentido de, uma vez mais, se tentar sensibilizar estas entidades para a necessidade de se autorizar o plano, até de modo a aproveitar os fundos comunitários.

Catarina Canotilho