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Licor Beirão reforçou exportações com vaga de emigração

O Licor Beirão, líder do mercado nacional de bebidas espirituosas, vende 3,5 milhões de garrafas por ano, sendo um quinto da produção para o mercado externo, após as exportações terem chegado aos 24% em 2013, revelaram hoje responsáveis da empresa da Lousã.

Com a crise económica iniciada em 2008, a que se seguiu nos anos posteriores “uma vaga de emigração” de portugueses, especialmente jovens e para países europeus, a exportação deste licor “aumentou significativamente”, disse à agência Lusa o sócio-gerente José Redondo.

“Os novos emigrantes foram os nossos grandes embaixadores”, confirmou o filho, Daniel Redondo, diretor-geral da empresa do distrito de Coimbra, destacando que “onde há portugueses há Licor Beirão”.

Nos últimos anos, a exportação do produto cresceu sobretudo para França, Luxemburgo e Suíça, uma tendência secundada pelos Estados Unidos da América e sempre alimentada pelo “mercado da saudade” das comunidades portuguesas.

“O pico deste crescimento verificou-se há quatro anos, quando as nossas exportações de 2013 rondaram os 24%”, sublinhou Daniel Redondo.

A fábrica da J. Carranca Redondo, na Quinta do Meiral, produz 30 mil garrafas de licor por dia e emprega cerca de 70 pessoas, incluindo os 18 trabalhadores que integram a Meiral – Companhia Espirituosa, uma empresa de distribuição criada pela família Redondo, em 2012.

No sábado, dia em que o falecido fundador, José Carranca Redondo, faria 101 anos, a empresa da Lousã lança no mercado um novo produto, o Beirão d’Honra.

A garrafa é igual à do licor, mas em vidro transparente, enquanto a bebida é produzida à base de aguardente vínica envelhecida em casco de carvalho, com mais baixo teor de açúcar e os aromas do Licor Beirão.