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Quem quer gravar um álbum num palácio?

“Pare, escute e viaje”. A partir de setembro esta é a proposta que será apresentada a todos quantos visitem o Palácio do Picadeiro, verdadeiro ex-líbris de Alpedrinha. De acordo com um novo conceito e tendo como fio condutor o som e as paisagens sonoras do concelho, os conteúdos deste edifício vão ser renovados e o espaço passa a integrar um estúdio de gravação profissional que terá capacidade para gravar até uma orquestra.

O projeto, já se sabe, nasceu no âmbito da proposta vencedora do orçamento participativo para 2015, mas vai muito além do inicialmente previsto, conforme explicou o presidente da Câmara Municipal, Paulo Fernandes, que no último sábado apresentou em Alpedrinha aquilo que será o “novo” Palácio do Picadeiro.

Segundo explicou, a intervenção deverá estar concluída até ao “Chocalhos” e o investimento ronda os 200 mil euros.
“Este valor é cinco vezes mais do que o que estava previsto no orçamento participativo porque queremos mesmo que seja uma aposta diferenciadora, que contribua simultaneamente para promover o turismo de natureza e para a valorização do território e para a atração de comunidades criativas, a começar pelos músicos profissionais que, certamente, farão uso do espaço”, acrescentou.

Deste modo, o espaço contará naturalmente com uma zona dedicada à perceção da história deste edifício e incluirá conteúdos relativos às rotas e percursos naturais do concelho, bem como uma componente ligada ao “bird watching/bird sounds”. O objetivo é conquistar mais público do turismo de natureza, sendo que a visita é muito interatividade e inclui até a possibilidade de as pessoas criarem uma mensagem sonora.

No que concerne ao estúdio de gravação, Paulo Fernandes destacou que se dirige para um segmento profissional e que permitirá ainda a ligação com espaços exteriores ao edifício.

mesa-de-gravacao-2“É um estúdio que permitirá dar resposta a qualquer projeto musical nacional ou internacional e que terá até capacidade para gravar uma orquestra, o que se verifica em poucos estúdios em Portugal”, acrescentou Toni Barreiros, um dos promotores do projeto que foi apresentado ao orçamento participativo.

Este responsável vincou que a conceção do estúdio, que incluirá um espaço para gravação de piano, foi pensada em conjunto com especialistas do setor e mostrou-se convicto de que haverá grande procura para esta valência.
“Já temos alguns interessados em vir aqui gravar, designadamente banda estrangeiras”, sublinhou.