InícioCovilhãUBI puxa dos galões e exige mais da Câmara

UBI puxa dos galões e exige mais da Câmara

“O repto que lanço à Covilhã, às suas gentes e políticos, é o de se assumir de vez como cidade universitária”. O apelo do reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) foi feito durante a cerimónia de comemoração do 31.º aniversário da universidade, dia 30, e serviu de lançamento às reivindicações que António Fidalgo apresentou publicamente à Câmara Municipal da Covilhã.

Num discurso em que recordou o reconhecimento nacional e internacional que a UBI tem granjeado – nomeadamente ao integrar o ranking das 150 melhores universidades jovens do mundo – António Fidalgo considerou que é chegada a hora de localmente a importância da UBI também ser valorizada.

António Fidalgo recuou no tempo para lembrar que todos os seus antecessores, “sem exceção, tiveram dificuldades com a Câmara Municipal da Covilhã” e apontou mesmo alguns dos episódios vividos.

Um relacionamento que António Fidalgo considera que tem de ser alterado: “Requer-se um maior empenho da Covilhã na universidade. É de toda a justiça”, afirmou.

Acrescentou que “não deixa de ser paradoxal que o município esteja disposto a subsidiar com milhões de euros investimentos empresariais em troca da criação de duas ou três centenas de postos de trabalho e depois descure a instituição que lhe assegura diretamente 700 postos de trabalho e a presença de mais de 7.000 alunos”.

Foi a pensar nos alunos que contribuem para dinamizar a cidade, que apresentou alguns pedidos à autarquia, tais como o da aposta na reabilitação da zona histórica.

A melhoria das condições de mobilidade foi outro dos aspetos ressalvados, até porque é fundamental para que o projeto U-bike (baseia-se na disponibilização de bicicletas elétricas aos alunos) tenha sucesso.

“Há que reconhecê-lo, ter bicicletas elétricas e depois usar o empedrado que liga o jardim de São Francisco à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, pela estrada do sineiro acima, senhor presidente da Câmara, passados dois meses não temos bicicletas”, referiu, sublinhando a necessidade de se construírem as escadas adjacentes ao elevador entre a Goldra e a Avenida Marquês d’Ávila e Bolama, que em muito ajudariam a ligação ao polo principal da UBI, quando o dito elevador avaria

Presente na cerimónia, Vítor Pereira ouviu as reivindicações que, no final já em declarações aos jornalistas, considerou “justas”.

De resto, o autarca salientou que desde o início do seu mandato procurou uma aproximação clara à universidade, bem com uma colaboração mais estreita que se verifica em muitas frentes.

Em termos genéricos garantiu que “o ciclo costas viradas” da autarquia para a universidade foi invertido e que atualmente há uma boa relação entre as duas instituições, como se verificou, por exemplo, na isenção de taxas municipais num valor de cerca de cem mil euros que a Câmara concedeu ao UBIMedical.

Catarina Canotilho