InícioCastelo BrancoPlano de emergência para derrocadas ou incêndios na zona histórica

Plano de emergência para derrocadas ou incêndios na zona histórica

(c) António Veríssimo

A Câmara de Castelo Branco apresentou esta sexta-feira um Plano Especial de Emergência para a Zona Histórica da cidade, que identifica um conjunto de perigos naquela zona de características especiais e que define a intervenção de entidades e uso de meios.

“O plano hoje apresentado surge na sequência do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil que a câmara elaborou em 2015/2016. Achámos que faria sentido para a zona histórica avançar com um plano especial dado as suas características”, explicou o vice-presidente da Câmara de Castelo Branco, Arnaldo Brás.

O documento, que foi apresentado no salão nobre dos Paços do Concelho, teve como base para a sua elaboração a identificação de perigos na zona histórica de Castelo Branco, como derrocada de edifícios, queda de materiais, incêndio urbano e acessibilidades.

Durante o trabalho de campo que demorou sete meses, foi feito o levantamento de cerca de 1.200 edifícios no exterior de um total de 1.307, nomeadamente em relação ao seu estado de degradação e de utilização, sendo que 15% estão em situação muito gravosa e 18% em elevado grau de perigosidade.

Segundo o documento, mais ou menos 30% dos edifícios da zona histórica precisam de uma intervenção estratégica.

O município recorreu a uma empresa local sediada no Centro de Empresas Inovadoras (CEI) para elaborar este plano especial de emergência que vai ser agora entregue à Comissão Municipal de Emergência e à Proteção Civil e, posteriormente, ser colocado à discussão pública para ser transformado num documento final.

A responsável da empresa que elaborou o plano, Teresa Fonseca, explicou que este documento “não é mais do que uma proposta”, feita em conjunto com a Câmara de Castelo Branco, que precisa de ser discutida com os elementos da Proteção Civil.