InícioCastelo BrancoDrones vão “espiar” empresas poluidoras do Tejo

Drones vão “espiar” empresas poluidoras do Tejo

A partir de junho, vários drones serão utilizados para vigiar o Rio Tejo, no sentido de combater a poluição que nos últimos anos tem crescido.

Os dispositivos estarão equipados com “visão noturna”, pelo que a qualquer momento do dia terão capacidade para observar alguma situação anómala ou detetar uma eventual descarga poluidora de uma empresa.

Este sistema de videovigilância por drones, que custará ao Estado cerca de seis mil euros, faz parte de um pacote de medidas de combate à poluição lançado pelo Governo, que inclui ainda uma unidade de intervenção rápida e sensores de monitorização em tempo real.

“Estamos a preparar tudo para a Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território passar a ter uma unidade de intervenção rápida, em regime de prevenção, piquete e turno, de forma a garantir 24 horas nos sete dias, permitindo a rápida mobilização para situações que, pela sua dimensão, natureza ou complexidade, por razões de oportunidade e utilidade, justifiquem uma mobilização urgente”, diz o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes”.

“É também para melhorar a eficácia da fiscalização por parte das autoridades ambientais que adicionaremos a videovigilância por drones e amostradores portáteis aos meios habitualmente usados”, refere, relativamente a novos meios que “permitirão em tempo real ter notícia de alterações à qualidade da água e identificar o ponto de origem do efluente, de modo a incutir maior rapidez na identificação e na cessação da situação de infração”.

Questionado pela Lusa sobre a Celtejo, empresa com históricos poluidores e a operar em Vila Velha de Ródão (onde recentemente foi encerrada uma fábrica), Matos Fernandes diz que a nova ETAR da empresa de pasta de papel estará concluída e em funcionamento no próximo mês de maio, ao invés do final do ano, como previsto.

“Estamos muito contentes com os seus donos e gestores em antecipar a entrada em funcionamento da ETAR industrial (…) que vai servir para a Celtejo e para toda a zona industrial, para as queijarias ali instaladas e para uma parcela dos esgotos urbanos do centro de Vila Velha de Ródão”, afirmou.