InícioCastelo BrancoApenas 23 por cento das empresas já trabalharam com Politécnico

Apenas 23 por cento das empresas já trabalharam com Politécnico

(c) Pedro Martins/Global Imagens

Apenas 23 por cento das empresas da região de Castelo Branco já realizaram projetos com o Instituto Politécnico local. Este dado foi hoje divulgado, mas todos querem que a situação mude rapidamente.

O estudo “Dinâmicas de Cooperação para o Desenvolvimento Regional” foi desenvolvido em parceria entre o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) e foi apresentado hoje na presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

“O estudo teve como objetivo o reforço do IPCB ao meio empresarial e caracterizar as empresas e instituições e identificar as suas necessidades. Sem surpresas, há uma ampla margem de progressão entre o IPCB e as empresas”, afirmou o presidente do politécnico local, Carlos Maia.

Este estudo teve como base num inquérito disponibilizado online, em junho de 2015, a 1.408 empresas e instituições com protocolo com o IPCB ou associadas da AEBB, houve um total de 458 respostas sendo que 267 foram consideradas válidas.

Os dados mostram que 77 % dos inquiridos nunca realizaram projetos conjuntos com o IPCB e 90 % nunca teve acesso a resultados de investigação suscetíveis de exploração económica.

Contudo, 80 % das empresas que nunca realizaram projetos com a instituição mostraram interesse em colaboração futura e 69 % em ter acesso a resultados de investigação.

“Somos uma instituição [IPCB] do interior e seremos sempre. Isso não é um estigma como não é um estigma o nosso tecido empresarial ser composto por micro e pequenas empresas. É com estas características que temos que trabalhar”, sublinhou Carlos Maia.

 

Já o presidente da AEBB, José Gameiro, disse que este trabalho conjunto com o IPCB é um exemplo daquilo que se pode fazer entre os estabelecimentos de ensino superior e as empresas.

“Podemos ser nós [empresas] a dar o primeiro passo e chamar as escolas, sendo que estas têm também que se abrir”, frisou.

Este responsável aproveitou ainda a presença do ministro da Ciência, Manuel Heitor, para lançar um repto à organização política, no sentido de esta incentivar e promover este tipo de cooperação.

“Se não houver incentivo, se calhar cada um segue o seu caminho. Só temos a ganhar em nos juntarmos”, concluiu.