InícioCastelo BrancoAlmaraz: ambientalistas voltam aos protestos no terreno

Almaraz: ambientalistas voltam aos protestos no terreno

O Foro Extremeño Antinuclear convocou para sábado, uma concentração pelo encerramento da central de Almaraz em Navalmoral de la Mata, Espanha, que conta com o apoio do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), do qual faz parte a Quercus.

A Quercus explica que a concentração pretende exigir que o Governo espanhol tome medidas no sentido de colocar em marcha um plano para o encerramento e desmantelamento da Central Nuclear de Almaraz.

“Uma vez mais, a Quercus, a maior associação de defesa de ambiente nacional e que segue mais de perto a temática de Almaraz desde há muitos anos, vai juntar-se a diversas organizações espanholas que lutam pelo encerramento desta central nuclear, que fica situada junto ao rio Tejo, na província de Cáceres, em Espanha, a cerca de 100 quilómetros da fronteira com Portugal”, explica o vice-presidente da Quercus, Nuno Sequeira.

Os ambientalistas adiantam que depois de o Governo espanhol ter estendido em cerca de dois anos o prazo para que o consórcio que explora a central de Almaraz, (Iberdrola, Endesa Generación e Gas Natural), apresente o pedido de renovação da licença de funcionamento da central, “confirma-se que têm surtido efeito as fortes movimentações em Espanha, para que a central não encerre no prazo definido (junho 2020)”.

“A Quercus considera fundamental que o Governo português atue com mais celeridade e firmeza, no sentido de serem acautelados os interesses nacionais, e recorra de novo, e com urgência, às entidades europeias”, explica o ambientalista.

Nuno Sequeira sublinha que Quercus considera que Almaraz não pode ser um tema esquecido neste novo ano político e adianta que “é imprescindível que seja encarado como uma prioridade a nível nacional, pois a sua continuidade em funcionamento por mais 10 ou 20 anos representará um dos maiores perigos para toda a Península Ibérica e Europa”.

A concentração está marcada para as 11:00 (hora portuguesa), na Plaza del Jardincillo, em Navalmoral de la Mata, Espanha, e conta com a presença de dirigentes da Quercus, MIA e Foro Extremeño Antinuclear.